A Santa Cruz seta Reportagem

Reportagem
23-Aug-2011

Canto da comunidade salva a Santa Cruz
Fonte: SRZD-Carnavalesco - 06/03/2011

A escola trouxe cinco alegorias de difícil leitura, com materiais simples, o que empobreceu a apresentação dos carros e complicou o entendimento do enredo. As fantasias eram de difícil compreensão. Mesmo com o samba-enredo de letra fraca, o canto dos componentes da comunidade de Santa Cruz conseguiu se destacar no desfile, sendo um dos poucos pontos positivos. O canto pôde ser ouvido do início ao fim da Avenida.

A Comissão de Frente retratou o sonho de um mundo melhor com rapazes, que ora estavam vestidos de soldados, ora de hippies. O grupo trouxe um quadripé, que servia de guardarroupa para a troca dos figurinos. A coreografia estava bem ensaiada, no entanto, nas costas do quadripé, o acabamento alegórico deixou a desejar.

O primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira não estava tão entrosado quanto a comissão de frente. Enfrentando chuva, a porta-bandeira teve problemas no suporte da bandeira e na saia da fantasia. As penas da saia encolheram por conta da água, que também fez com que a fantasia ficasse mais pesada. Quarta escola a desfilar, a agremiação teve problemas para concluir o desfile. Isto porque, o tempo máximo de desfile de cada escola é 58 minutos e a Santa Cruz concluiu sua apresentação em 59 minutos.

Bateria

Os jurados da primeira cabine bateram palmas para a apresentação da bateria da Santa Cruz, comandada pelo mestre Rafael.

- É como se fosse a primeira vez. A emoção é muito forte. Fizemos um bom desfile, e o samba estava na ponta da língua. Foram 7 meses de treinamento da bateria em busca do título - afirmou o segundo mestre da bateria da Santa Cruz, Duda.

Comissão de Frente

A Comissão de Frente se apresentou para a primeira cabine de jurados. A coreografia foi simples e animadinha, porém correta. No módulo quatro, a comissão fez uma execução correta, sem erros, mas a apresentação se deu sem interação com os jurados e com o público. O ponto alto foi quando o grupo fez uma troca de figurino.

Mestre-Sala e Porta-Bandeira

Eduardo Belo e Thayanne Loureiro formam o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira da Santa Cruz. Eles estão com a fantasia "Discriminação racial". O movimento civil a favor dos negros e das minorias: a luta pela igualdade social, sem tabus e sem preconceitos. Eles se apresentaram para a primeira cabine dos jurados. A porta-bandeira apresentou um pouco de insegurança, parecendo estar com medo de cair. A coreografia estava um pouco lenta. Aos 17 minutos, em frente a segunda cabine de jurados, eles tiveram problemas nas fantasias.No quarto módulo, o casal se apresentou de forma razoável. A bandeira bateu no mestre-sala e houve um erro no encaixe das mãos.

Fantasia

As fantasias eram de compreensão complicada. O público do lado esquerdo do setor ímpar conseguiu ver um gerador do terceiro carro que não estava totalmente coberto, o que pode levar a Santa Cruz a perder alguns pontos

Harmonia

Segundo o Diretor de Harmonia da Santa Cruz, Canjica, "a escola, mesmo com chuva, veio muito bonita, com muita garra, cantando o samba em busca do

Opinião - Luis Carlos Magalhães

- Entendo que houve uma desarmonia entre um tema palpitante e as possibilidades artísticas da escola. Seria injusto dizer que o enredo é demasiado pretensioso. Os inúmeros fatos propostos na sinopse não encontraram correspodência nas soluções apresentadas, em boa parte das alegorias e fantasias, sobretudo no primeiro setor. A ala da Revolução das Mini-Saias mais parecia de melindrosas. Carros bonitos, com bom acabamento, sem corresponder a símbolos muito fortes da época abordada. Difícil leitura visual.

Santa Cruz longe do título e da vaga no Especial
Fonte: Tudo de Samba - 06/03/2011

Ainda não deve ser desta vez que a Acadêmicos de Santa Cruz deve carimbar seu passaporte de volta para o Grupo Especial. Quarta escola a se apresentar na Marquês de Sapucaí no sábado dedicado ao Grupo A, a verde e branco da Zona Oeste teve no canto da comunidade um de seus únicos pontos fortes, apesar de um samba-enredo mediano.

A falta de recursos era visível no acabamento ruim das alegorias e, nas fantasias, de difícil identificação para os espectadores, a escola também pecou por falta de criatividade.

O enredo da Santa Cruz foi “Paz e amor! O sonho não acabou…”, desenvolvido por uma comissão de carnaval.

Atualizado em ( 23-Aug-2011 )
 
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